Brasil entra oficialmente na resseção; PIB retraído.

Entenda a reação do mercado financeiro frente a retração do PIB e os reflexos dessa queda na economia interna.
Publicidade
Fonte: Google

A crise financeira que assola o país e o mundo por conta da Covid-19, trouxe mais estragos do que muitos imaginam, além do cenário caótico na saúde, a decadência da economia é visível e , assim, temos comprovado isso com os resultados divulgados pela  última pesquisa do IBGE – em 01 de setembro, que o PIB apresentou retração de 9,7% no segundo trimestre de 2020. 

Ainda que os setores do comércio e da indústria tenham apresentado em reação à crise nos últimos meses

Os analistas em economia não acreditam na melhora do PIB de 2020, o país deverá se recuperar, trazendo os índices do patamar pré-pandemia, apenas em 2022. 

Dessa forma, alertam para o risco da perda do fôlego na economia e o agravamento da crise ainda no final de 2021

Esse cenário é projetado com o encerramento ou afrouxamento das medidas de prevenção à vida por conta da pandemia e, ainda, como o auxílio emergencial. 

Publicidade

O recuo do PIB com relação ao índice do ano de 2009

Fonte: Google

Na linha histórica do PIB, desde as primeiras pesquisas do IBGE sobre o índice

Sua maior queda foi registrada no quarto trimestre do ano de 2008, quando despencou e alcançou o índice de 3,9% em comparação com o trimestre do anterior. 

Embora, a escala de projeção do PIB pelo IBGE seja a marca alcança no ano de 2008, segundo o estudo da Fundação Getúlio Vargas – FGV

Publicidade

Ao reconstruir a séria de análise histórica trimestral do PIB, a partir do anos 80, comprovou que a retração apresentada nos meses entre abril e junho foi de longe o mais grave da linha histórica dos últimos 40 anos. 

Ainda, de acordo com as pesquisas da FGV a maior queda já registrada, nesse período, ocorreu no ano de 1990 em seu quarto trimestre no recuo impressionante da economia 4,7% ante os três meses anteriores.

As expectativas de queda do PIB previsto pela instituição – FGV, para o segundo trimestre foram confirmadas, já que os pesquisadores imaginavam um cenário envolvendo uma retração de 8% sobre a economia brasileira.

Por fim, as pesquisas elevam ao patamar dos índices alcançados em 2009, essa retração há época trouxe vários prejuízos ao país e anos para sua recuperação.   

Publicidade

O prejuízo da retração e a pior recessão dos últimos 40 anos

A retração recorde do PIB em apenas um trimestre elevará as perdas acumuladas em qualquer uma das nove recessões enfrentadas pelo Brasil nos últimos 40 anos. 

Assim, a especulação dos pesquisadores para a estimativa das perdas acumuladas são de até 11% nos dois primeiros trimestres, o que gera nos moldes econômicos; uma recuperação lenta e insuficiente para alcançar índices de estabilidade para melhora do PIB, ainda em 2020. 

Por fim, sobre o cenário mais positivo, a FGV admite a espera na melhora do PIB apenas no segundo semestre de 2022, quando retomará os índices apresentados ante da crise financeira mundial. Esse crescimento será projetado em apenas 2,4%, que representaria a recuperação da metade daquilo que foi perdido na crise.

Publicidade

A recuperação lenta e gradual da economia – estagnação dos recursos

As pesquisas levantadas apontam que o fundo do poço econômico foi marcado pelo mês de abril, abandonado o pior cenário da crise. Os primeiros sinais de recuperação foram demonstrados ainda em julho quando cogitou uma recuperação ganhando fôlego.

Especialistas no assunto afirmam que, embora esse novo fôlego tenha prevalecido no mês de junho, a reação tem sido diferente entre os setores econômicos e os pontos base que alimentam o índice (PIB) já que demonstram ser afetados pela pandemia.

Nessa projeção, um pouco mais pessimista, com o ritmo de recuperação mais lento, analistas falam em uma possível trajetória “V” longo, a qual simboliza uma retomada lenta e com altos custos para reestabelecer as fases vividas antes da pandemia, assim, o retorno será mais suave, não rápida, especialmente em serviços.

Publicidade

Por fim, o auxílio emergencial é um esteio na projeção, isso ocorre porque ao injetar dinheiro na economia o Governo estabelece o que vários especialistas em economia já defendiam: Renda Básica. Essa renda é o polo garantidor de uma economia sem precariedade, que mantém seu patamar de consumo e não é tão afetada pela anuncias da economia. 

A retomada da economia e o retorno da estabilidade

Alguns especialistas alertam para um possível segunda onda da Covid-19 quanto ao afrouxamento das medidas protetivas, conduto, esse cenário poderá trazer ainda mais prejuízos ao país.

Dessa forma, especialista em economia afirmam que a inexistência de um plano contínuo de recuperação poderá ser ainda pior, embora o Governo Federal tenha apresentado medidas e implementações como o auxílio emergencial, sem um plano contínuo de retomada, o Brasil poderá não sair da recessão tão cedo. 

Publicidade

Por fim, ao traçar um plano contínuo o Governo garantirá os investimentos e a projeção de financiamento pelo setor econômico externo. 

Gostou do artigo? Compartilha com seus amigos, familiares e em suas redes sociais. Por fim, não deixe de acompanhar em nosso blog todas as novidades sobre economia e finanças. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *