
Segundo a projeção da Organização das Nações Unidas –ONU, a Índia ultrapassou a China em quantidade de habitantes, tornando-se o país mais populoso do mundo pela primeira vez em séculos. A data exata dessa mudança não foi informada, mas a ONU confirmou que isso aconteceu em algum momento deste mês de abril.
A China era o país mais populoso desde o começo da contagem da ONU, em 1950, mas estima-se que já era a nação com a maior população desde 1750. A Índia tem 1,428 bilhão de habitantes e a China tem 1,425 bilhão. A diferença se deve principalmente às taxas de fertilidade e mortalidade de cada país, influenciadas por políticas demográficas e fatores socioeconômicos.
O impacto dessa mudança para o mundo pode ser visto em vários aspectos, como econômico, político, social e ambiental. Como o crescimento da população da Índia, o país pode fortalecer sua reivindicação por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, já que é o país mais populoso e uma potência emergente na Ásia.
Além disso, a China pode enfrentar desafios para manter seu crescimento econômico e sua influência global, já que sua população está envelhecendo e diminuindo. O mundo pode ter que lidar com questões como a segurança alimentar, a mudança climática, a migração e a cooperação internacional, considerando as diferentes necessidades e interesses dos dois países mais populosos.
Queda no crescimento populacional da China
A China acabou perdendo o primeiro lugar no ranking do país mais populoso do mundo devido a uma combinação de fatores, como: a política do filho único, que durou de 1979 a 2015, e limitou o número de filhos por casal a um, reduzindo drasticamente a taxa de natalidade. O envelhecimento da população, que aumentou a taxa de mortalidade e diminuiu a proporção de pessoas em idade reprodutiva.
Ainda sobre a queda no crescimento populacional da China, a urbanização e a modernização, que mudaram os hábitos e as preferências das famílias, tornando-as mais propensas a ter menos filhos ou nenhum. A desigualdade de gênero, que gerou um desequilíbrio entre homens e mulheres, dificultando o casamento e a procriação para muitos homens.
A China está tentando reverter essa situação, o governo chinês, inclusive, já acabou com a política do filho único e agora permite que os casais tenham até três filhos. Além disso, o governo oferece incentivos e benefícios para as famílias que têm mais filhos, como subsídios, isenções fiscais e licenças maternidade e paternidade. Vale lembrar que o governo também está investindo em educação, saúde e tecnologia para melhorar a qualidade de vida e a produtividade da população.
Fatores responsáveis pelo crescimento da Índia

Segundo especialistas da ONU, os fatores que contribuíram para o crescimento da Índia, tanto populacional quanto econômico, foram: a redução da taxa de mortalidade e o aumento da expectativa de vida, graças à melhoria das condições de saúde, saneamento e nutrição.
A manutenção de uma taxa de natalidade relativamente alta, apesar dos programas de planejamento familiar e da queda da fecundidade. Além do aumento da renda per capita e do consumo interno, estimulados pelo desenvolvimento dos setores de serviços, indústria e agricultura.
Vale ressaltar que o investimento externo e a produção de tecnologia de ponta, especialmente em áreas como informática, biotecnologia e eletroeletrônicos, está entre os fatores que contribuíram para o crescimento do país. E por fim, a abundância de mão de obra e recursos minerais diversificados, que favorecem a competitividade e a inovação.
Impactos para a economia chinesa
Essa notícia impacta a economia chinesa de várias formas, na redução a força de trabalho e a produtividade do país, que depende de uma grande abundância de mão de obra para manter seu crescimento e sua competitividade. Além da redução na força de trabalho, existe um aumento da proporção de idosos na população, que demandam mais gastos com saúde, previdência e assistência social.
Os impactos na economia chinesa ao nível mundial são diversos e variam segundo o setor e o país envolvidos. Alguns exemplos são: a redução da demanda por commodities, como petróleo, minério de ferro e soja, que afeta os países exportadores desses produtos, como Brasil, Austrália e Arábia Saudita.
A interrupção das cadeias globais de valor, que dependem da produção e do fornecimento de bens e serviços da China, que afeta as empresas multinacionais, como Apple, Nike e Volkswagen. E por fim, A diminuição do fluxo de turistas e estudantes chineses, que afeta os países receptores desses visitantes, como Estados Unidos, França e Austrália.
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