Como estava a Economia brasileira antes da Pandemia?

A economia do Brasil está 4% abaixo do nível chamado de pré-pandemia. Mas afinal, como estava a economia antes do novo Coronavírus ?
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Fonte: b³

Vários aspectos impactam diretamente na economia de um país. Como por exemplo, social, político e até na área da saúde, é o caso do caos que o mundo vive devido ao COVID-19. Além disso, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o crescimento da economia brasileira de 7,7% no terceiro trimestre.

Logo após, aconteceu a redução de 9,6% no segundo trimestre, baixa de 3,9% comparando com mesmo período de 2019.

Logo, mesmo com crescimento de 7,7%, a economia do país segue 4,1% abaixo do nível de antes da pandemia, que foi o último trimestre do ano passado.

Economia brasileira: Projeções para 2020 que não deram certo

A pandemia ainda não foi controlada, mesmo assim a expectativa do banco Goldman Sachs é que a atividade apresente recuperação nos próximos meses.  Além disso, levando em consideração o resultado de outubro, a atividade econômica média pelo indicador do BC, acumula alta de 14,7%, desde o mês de maio, porém ainda está 2,4% abaixo de fevereiro (pré-pandemia).

Houve a divulgação do índice de Atividade Econômica do Banco Central, e teve alta de 0,86% em outubro na comparação com setembro (excluindo alguns itens temporários). No mês de setembro, o indicador subiu cerca de 1,68%, dado revisado, expansão de 1,29%. Sendo assim, o resultado de outubro foi abaixo da média estimada, de 1,1%.

Mesmo assim, o banco observou que, com o número de outubro e a revisão dos dados de todos os meses no terceiro trimestre, a estimativa para o último trimestre do ano está firme em +2,52%. Isso significa, que se atividade parasse no patamar do terceiro trimestre, e não crescesse no último, mesmo assim avançaria 2,52%.

Economia brasileira: Futuro

E mesmo com futuro incerto em relação a pandemia, as expectativas do Goldman Sachs é que atividade econômica deve continuar se recuperando.

Logo, com a flexibilização das novas medidas do distanciamento, as condições financeiras externas e internas ficaram mais fáceis, preço de commodities se recuperando e um crescimento global mais sólido.

No entanto, um quadro viral doméstico de COVID-19 ainda é preocupante, a inflação “mostrando as garras”, desemprego em alta e suspensão gradual de algumas medidas de apoio fiscal deve diminuir o ritmo da recuperação nos primeiros seis meses de 2021.

Entretanto, depende que um programa de vacinação em grande escala aconteça, e isso deve ser somente no segundo semestre de 2021, assim irá liberar parte da demanda contida.

Veja como foram o ano com: Dólar, Inflação e B3.

Fonte: b³

Dólar

A alta do dólar vem preocupando desde novembro de 2019, onde bateu recorde. Porém, as expectativas era que em 2020 o cenário poderia ser melhor, um pouco mais estável para o câmbio, com estimativas que chegasse a R$ 4,09 em 31 de dezembro.

Mas não demorou muito e as expectativas foram frustradas. No mês de março Paulo Guedes, ministro da economia, afirmou que o valor do dólar chegaria a R$ 5,00.

Porém, esse valor não teve alcance, como também ficou superior, chegando a R$ 5,90 no mês de maio. O dólar não deve fechar com valor previsto, mas a estimativa é que chegue ao final de 2020 a R$ 5,22.

Inflação

Em 2019 a inflação fechou a 4,31%, um pouco acima da meta do BC. O último boletim Focus do ano passado, indicava que em 2020 seria semelhante. Com IPCA – 3,60%, e para o IGPM, estimativa de alta de 4,24%.

No início do ano mostrava queda da inflação, com a falta de procura a pressão sobre os preços se desfaz. Porém, em maio o IPCA teve registro de deflação de 0,38%, menor taxa em 22 anos.

Mas após a retomada das atividades, e com a liberação do Auxílio Emergencial e a procura por alimentos (tipo commodities) e alta do dólar no mercado internacional, a inflação volta a subir. Logo, no mês de novembro a inflação atingiu a maior taxa mensal de 2020. O IGPM, que tem influência dos preços de atacado, subiu ainda mais, com acúmulo da alta de 24,52% em um ano.

Sem previsão de alívio, a inflação oficial está caminhando para encerramento do ano a 4,21%, enquanto o IGPM deve chegar a 24,09%, a maior taxa em 18 anos.

Economia brasileira: Bolsa de valores

A B3 encerrou 2019 com dados positivos e muito otimismo para 2020, mas o que acompanhamos foi a maior alta em 3 anos, maior patamar registrado.

Analistas previam que indicador Ibovespa chegaria ao final de 2020 aos 130 mil pontos, representa alta de 12% no ano. Porém o mercado financeiro foi o primeiro a ser afetado com a pandemia, sendo assim a bolsa de valores desabou.

Com passar dos meses a bolsa foi se recuperando, em novembro bateu recorde de investidores estrangeiros, sendo assim o ano deve encerrar muito perto do que começou, com 115 mil pontos.

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