Home Office, o que mudou na vida das pessoas e empresas.

Pesquisas realizadas mostram algumas mudanças desde o início da pandemia em 2020; veja como o home office transformou a rotina das pessoas.
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Home-office
Finte: Google

Em 11 de março de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS), declarava a pandemia do novo coronavírus, transformando por completo a vida de toda a humanidade, incluindo a modalidade de trabalho Home Office. Devido decreto de lockdown, as pessoas precisaram ficar confinadas em suas casas, comércio fechado e as empresas também sendo obrigadas a fechar salas e escritórios.

De acordo com pesquisa realizada pelo Ipea, até o mês de setembro, cerca de 11,7% dos colaboradores em todo Brasil prestavam serviço de suas casas. A nova rotina longe dos escritórios, foi capaz de mudar diversas áreas na vida das pessoas; e retornar as empresas é algo que parece distante devido o cenário atual, que ainda requer muito cuidado, pois os casos nas últimas semanas não param de aumentar.

A esperança está na vacinação da população, que tem acontecido de forma lenta devido algumas circunstâncias. Porém, a imunização de todos brasileiros pode demorar mais do que o esperado. Enquanto isso, as pessoas que não perderam o emprego, devem continuar trabalhando de home office; de acordo com Ipea, cerca de 22% das profissões no Brasil podem ser executadas a distância.

Segundo o Global Workplace Analytics uma empresa pode economizar mais de R$ 61 mil (por ano), dependendo do funcionário que estiver trabalhando de home office.

Vendo que esse modelo deu certo, os empregadores devem manter funcionários prestando serviços de suas casas de forma total ou parcial, mesmo após o fim do isolamento social.

Descubra agora as principais mudanças para os brasileiros que adotaram o Home office:

As mudanças trazidas pelo Home Office no Brasil.

Segundo especialistas, será necessário adaptações na legislação trabalhista para regulamentar essa novidade no país. Logo, será preciso clareza na possibilidade do trabalho remoto, ao invés de local fixo. Sendo assim, questões como horas extras, registro de pontos e outros, devem ser definidos, para evitar futuros processos trabalhistas.

Essas definições são importantes pois de acordo com o Instituto DataSenado, cerca de 80% dos funcionários que trabalham de home office, têm uma jornada além do normal. Além disso, diferente do que muitos acreditam, trabalhar em casa pode resultar em mais estresse, devido algumas particularidades de diferentes tipos, enfrentadas por cada funcionário.

Uma das insatisfações por parte dos colaboradores pode ter ligação com dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). No qual mostrou que o aumento dos gastos que um funcionário trabalhando de home office pode chegar a 25% no orçamento da família. Isso porque uma pessoa que antes ficava o dia inteiro fora de casa, agora gasta mais energia, água e outras despesas por conta da nova rotina.

Procura por Itens de escritório

Devido a pandemia da COVID-19, as pessoas tiveram que ficar confinadas, além daqueles que precisaram trabalhar de home office. O resultado foi aumento nas vendas pela internet, dentre esses destacaram eletrodomésticos e eletrônicos; assim como, itens para escritório, desde materiais até móveis como, mesas e cadeiras.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Industria Elétrica e Eletrônica (Abinee), as vendas de notebooks aumentaram 18% desde o começo da pandemia. Enquanto a procura por cadeiras de escritório, subiram cerca de 36%, mesas e escrivaninhas tiveram alta de 56% e armários cerca de 8%. No mercado Livre de março a junho do ano passado, o percentual foi de 1.362%, no aumento das vendas de cadeiras.

Pior para alguns profissionais que tiveram que arcar com alguns gastos com escritórios na própria casa. Afinal, nem todas empresas disponibilizaram móveis e outros itens para o home office, e devido o cenário onde o medo de perder o emprego existe, o melhor é aceitar. Mas cabe ambas as partes entrar em um acordo pois, o empregador tem responsabilidades, e algumas despesas são devidas durante o tempo que o funcionário estiver de home office.

Mudanças Gerais, rotina e trabalho no Home Office

Trabalho remoto
Fonte: Google

De acordo com a empresa Gartner Group, especializada em consultoria no mercado de TI. Os gastos com Tecnologia da Informação no mundo este ano, deve ser algo em torno de R$ 21,72 trilhões. Devido a permanência da pandemia e também do home office, esse foi um dos serviços mais procurados durante a quarentena.

Enquanto o consumo de gasolina no país em 2020, apresentou queda. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foi de 6%. Após um período a população voltou a circular, mas a quantidade de pessoas que não saem de casa para ir ao trabalho e escolas ainda é muito grande.

A imobiliária especializada em casas de alto padrão na cidade de São Paulo, Bossa Nova Sotheby’s; divulgou que o aumento na procura por casas de campo, de março a setembro do ano passado foi de 600%. Enquanto isso, a Buildings estima que se fosse medido, cerca de 302 mil metros quadrado de escritório foram devolvidos também em São Paulo.

Dados aleatórios após o Home Office

De acordo com a Kantar, empresa especializada em pesquisa de mercado; as reuniões via Skype aumentaram na pandemia cerca de 220%. E um estudo da Harvard Business School, mostrou que e-mails enviados depois do horário comercial, aumentaram cerca de 8,3%, desde o começo da pandemia.

Cresceu também a procura por aulas e cursos on-line durante este período. Em levantamento do CupoNation, as vendas subiram 224%. Outros, porém preferiram passar mais tempo nas redes sociais como, WhatsApp, Twitter, Instagram, Facebook e TikTok. Logo, o brasileiro gastou com entretenimento cerca de 5 horas durante a quarentena.

Por fim, se alguém não se encaixou em nenhum desses levantamentos, é provável que com os próximos dados muitos se identifiquem. Logo, a quantidade de sacas de café comercializadas no Brasil apenas em 2020, foi de 21,2 milhões devido a permanência dos brasileiros em suas casas durante a pandemia. Além disso, o consumo já é considerado o 2º maior da história de acordo com a Associação Brasileira da Industria de Café (Abic).

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