Pequenas e médias empresas têm retomada de lucro retardada

Segundo uma análise do SEBRAE, a queda na média das receitas de pequenas e médias empresas no Brasil foi de 40% em comparação a pré-pandemia. Saiba mais!
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Fonte: Google

Não é novidade para ninguém que o país ainda enfrenta uma séria crise financeira desde o início da pandemia. As pequenas e médias empresas foram surpreendidas com uma paralisação na recuperação de seus faturamentos no mês de fevereiro de 2021; mesmo sendo avisados sobre a chegada da segunda onda da pandemia do novo coronavírus. Sendo assim, no mês de abril houve uma queda na média das receitas das pequenas e médias empresas no país, um total de 40% em comparação a este mesmo período em 2019.

Essa queda, provém do retorno das medidas restritivas anunciada pelo governo para conter os altos índices de contágio do novo coronavírus. Em uma pesquisa realizada pelo SEBRAE em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas, apresentou que o crescimento no faturamento se manteve desde o mês de abril. Sendo o mês mais crítico que tivermos no Brasil em meio à crise financeira, quando a queda nas receitas apresentou 70%. De acordo com uma entrevista feita pelo SEBRAE 57% dos donos dessas pequenas e médias empresas informaram estar apreensivos sobre o futuro das empresas.

Comércio

O abre e fecha dessas empresas, tem causado um efeito desastroso segundo a pesquisa do SEBRAE, o presidente do SEBRAE informou que a recuperação deve vir, com a aceleração do ritmo da vacinação no país; o que levará a uma retomada firme dessas empresas. A expectativas é de que isso aconteça a partir do segundo semestre, pois existe uma demanda de consumo para o segundo semestre.   

Uma projeção feita pela Fiocruz, mostrou que o cronograma de vacinação do Ministério da Saúde avaliou que metade dos brasileiros estariam vacinados até o termino do primeiro semestre. Sendo assim, as projeções para o Produto Interno Bruto de 2021 melhoraram. Contudo, essa retomada dependerá da aceleração da vacina, tendo em vista essas projeções a confiança das pequenas e médias empresas cresceu em aproximadamente 54%.    

Retomada das pequenas e médias empresas

Segundo os especialistas, as empresas que podem se recuperar mais rápido atuam nos setores mais atingidos pela crise; como por exemplo negócios de logística, comércio de alimentos, os petshops, indústrias de base tecnológica, educação entre outros negócios mais afetados pela pandemia. Contudo, os demais setores da economia devida as suas peculiaridades podem ter um retorno mais lento segundo estudo.

Esses setores são, bares e restaurantes, moda e artesanato que apenas retomariam um nível estável de atividade em meado de 5 de outubro deste ano. Sendo 100% dos brasileiros com mais de 25 anos que devem estar vacinados. Todavia o setor da beleza e estética apenas alcançaria o faturamento que tiverem no período pré-pandemia em outubro. Já os setores de economia criativa e turismo podem demorar um pouco mais, se recuperando totalmente em 2022, independente de 100% dos brasileiros estarem imunizados até o mês de dezembro de 2021.

Assim sendo, o comércio foi o setor que mostrou uma melhora significativa em meio a crise, o índice de confiança do setor entre as micro, pequenas e médias empresas obteve um crescimento de 11,6 pontos somente no mês de abril; totalizando 79,9 pontos, esta recuperação representa mais de que a metade da queda sofrida no mês de março deste ano, que foi de 21,6 pontos. Assim sendo, este crescimento na confiança do setor representa uma evolução na percepção que temos nos dias atuais.  

Reação no mercado de serviços

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Fonte: Google

Após duas quedas consecutivas este ano, o mercado de serviços apresenta sinais de reação, sendo assim o índice de confiança no setor das micro, pequenas e médias empresas teve um avanço de 4,6 pontos, atingindo 79,7 pontos. Contudo, mesmo assim o índice permanece baixo quando comparamos com índices de período pré-pandemia, porém com o aumento da confiança as expectativas devem melhorar.

Já o índice de Confiança da Indústria de Transformação de Micro e Pequenas Empresas-ICI-MPE, sofreu queda pela 5ª vez este ano, um recuo de 0,9 ponto passando para 95,8 pontos chegando ao menor nível desde junho do ano passado quando obteve o registro de 75,5 pontos. Segundo um estudo feito pelo SEBRAE os mercados que devem ter uma recuperação mais rápida, atuam nos setores menos atingidos pela crise financeira como já mencionamos, estes índices apresentam o mesmo patamar da crise econômica que tivemos no país em 2014.

Os especialistas acreditam que a no índice de confiança pode ter ocorrido devido ao fim dos programas emergenciais e também pela retomada das medidas restritivas para controlar os índices de contaminação provado pela pandemia do novo coronavírus em praticamente todos os estados do Brasil. Contudo, com a renovação do auxílio emergencial e também a aceleração da vacina diminuam o impacto.

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