Setor de serviços teve alta, mas não se recuperou dás perdas!

Mesmo com 5ª alta seguida, o setor de serviços não recupera as perdas do início deste ano, causados pela pandemia da COVID-19.
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Fonte: Google

O volume do setor de serviços cresceu no mês de outubro 1,7%, essa foi a 5ª alta seguida, mas segue 6,1% abaixo do patamar do início de 2020. O acúmulo negativo em 6,8% nos últimos 12 meses é o maior, segundo dados do IBGE.

As prestações de serviços aumentaram mês de outubro,  comparado com setembro, mas não foi possível recuperar as perdas que o país teve desde o começo da pandemia. Portanto, o volume de setor prestados encontra em 16,6% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014, e está 6,1% inferior a fevereiro deste ano.

Setor de serviços tentando se recuperar.

A alta consecutiva do setor  não foi suficiente para recuperação, mas o resultado é maior do que o esperado, segundo pesquisa da agência de notícias Reuters de alta de 1%. Assim, o IBGE fez revisão nos dados de junho e setembro, e os resultados também foram superiores às divulgadas antes. No mês de junho o crescimento esperado era de 5,3%, mas fechou em 5,5%, e setembro ficou em 2,1%, enquanto o anunciado foi 1,8%.

No entanto, comparando com setembro de 2019, o setor de serviços teve queda de 7,4%, apresentando a oitava taxa negativa seguida na base de comparação.

O setor que mais sofreu

O setor de serviços foi o mais atingido pela pandemia da COVID-19, impacto direto no PIB brasileiro, que também teve crescimento de 7,7% no terceiro trimestre deste ano. Mesmo o PIB não recuperando as perdas anteriores, o país saiu da recessão técnica, segundo IBGE.  Logo, quando comparado aos setores de comércio e indústria, o setor de serviços teve retomada lenta. Sendo assim, o acúmulo das perdas no ano é de 8,7% e queda recorde em um ano.

O setor passou acumular queda, expandindo 25,3% dos 166 tipos de serviços pesquisados. Em um ano o tombo foi de 6% no mês de setembro, para 6,8% no mês seguinte, o pior resultado desde o começo da série histórica, em dezembro de 2012.

De acordo com Rodrigo Lobo, gerente de pesquisas do IBGE, notaram que, além das cinco taxas positivas, a intensidade desse crescimento tem sido cada vez menor, e mesmo com acúmulos positivos em sequência, não foi o suficiente para recuperação das perdas devido a pandemia.

Além disso, o setor sofre pois os brasileiros estão com receio devido risco de contaminação do vírus, sem contar que muitas empresas não retornaram ao funcionamento normal.

Destaques do setor

De setembro para outubro, 4 atividades pesquisadas cresceram, destaque para o setor de comunicação e informação cerca de 2,6%. Somente o setor de outros serviços apresentou taxa negativa que foi de –3,5%.

Variação por atividades e também subgrupos – mês de outubro:

Prestados as famílias = 4,6%

Serviço de alimentação e alojamento = 6,4% e Outros serviços prest. a família= -3,4%.

Serviços Comunicação e informação = 2,6%

Serviços de comunicação e tecnologia da informação = 2%, Serviços da informação = 5,8%, Telecomunicação = -0,2% e ainda, os Serviços audiovisual =-2%.

Fonte: Google

Setor de Serviços profissionais, complementares e administrativas = 0,8%

Serviços técnicos profissionais = 1,2%, Serviços complementares e administrativos = 0,3%

Setor de Serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio = 1,5%

Transporte terrestre = 1,4%, Transporte aquaviário = 0,9%, Transporte aéreo = 0,7% e ainda, os Serviços de Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio = 1,3%.

Outros / serviços = -3,5%

Podemos observar que somente 2 das 5 grandes atividades retoma o nível de antes da pandemia.

Unidade da Federação; Um total de 16 das 27 unid. Da federação tiveram aumento no volume de serviços no mês de outubro. Sendo assim, 1,3% foi do estado de São Paulo, impacto positivo mais importante.

Outras contribuições positivas e também importantes foram, dos estados da Bahia 10,8%, Distrito Federal 3,2% e Rio de Janeiro 2,5%. Enquanto o estado do Mato Grosso registrou a maior retração, foi de –8,0%.

Alta no setor de turismo

As atividades de turismo também registraram alta segundo IBGE, a 6ª  seguida. Comparando com setembro, outubro registrou expansão de 7,1%. Mas também não foi o suficiente para eliminar as perdas do início do ano. Para recuperação o setor de turismo precisa avançar 54,7%.

As 12 unidades da federação seguiram o movimento de expansão no mês de outubro, destaque para os estados da Bahia 24,4%, São Paulo 3,6%, Minas Gerais 10,9%, Rio Grande do Sul 19,7% e Rio de Janeiro 6,1%.

Expectativas

O patamar atual de atividade deste setor se aproxima ao de 2018, quando aconteceu a greve dos caminhoneiros que ocasionou em perda para os serviços prestados em todo país. Assim, o setor precisa crescer 6,5% para voltar ao patamar do início deste ano, no mês de fevereiro.

Diferente de outras atividades econômicas que conseguiram recuperar as perdas de antes da pandemia. Desse modo, no dia 10, o IBGE informou que as vendas do comercio de varejista cresceu 0,9% em outubro. Com isso o setor de varejo está 8%  acima do nível de fevereiro.

Enquanto a produção do Brasil apresentou crescimento 1,1% em outubro, antes a alta era de 2,8% em setembro, mas o setor ainda acumula perda no acúmulo no ano de 6,3%

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