Como fica o mercado já que a taxa Selic deve subir?

Confira toda dinâmica macroeconômica do país, após divulgação da ata do COPOM que anuncia alta da taxa Selic para este ano.
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Algo está errado no “país dos impostos”! Essa afirmação se deve as condições atuais da economia que indica alta na inflação, medida pelo índice IPCA que está perto de 4,3% (acumulado). Além disso, o câmbio está cada vez mais alto, cerca de R$ 5,30, a taxa de DI Futuro em torno de 8,5% ao ano, a inflação implícita e Taxa Selic a 2%. É tanta discrepância que não parece dados de um mesmo país.

Embora na última reunião do Copom, a Selic tenha se mantido em 2% a.a, as expectativas são que durante este ano chegue em 3,25%, alta que deve continuar até 2022. Não é preciso ser um especialista para entender que a taxa de juros está errada, e de fato precisa mudar. Isso traz vários impactos ao país, um deles é em relação aos investimentos.

Afinal a Selic baixa contribui para que o país tenha cada vez menos investidores estrangeiros, e o Brasil sempre teve taxa alta, o que trazia esses investimentos.

Janeiro, mês de oscilação na bolsa

Além disso, janeiro foi um mês de oscilação para a bolsa, assim como títulos de renda fixa de longo prazo, os que são considerados de riscos maiores. Após o Ibovespa chegar aos 125 mil pontos no começo do mês, a última semana de janeiro fechou com 118.883 mil pontos, recuo de 0,11%. O índice da Anbima (IMA-B 5+), formado por títulos atrelados à inflação (medida pelo IPCA), com prazo a partir de 5 anos, recuou 2,26%, e o dólar teve alta de 4,74%.

Contudo, a informação do Copom que a taxa de juros deve subir este ano, trouxe mais expectativas, assim como o início da campanha de vacinação contra o coronavírus. Quer saber mais? Continue a leitura que iremos falar sobre juros, bolsa de valores (ações), multimercado, Tesouro IPCA, que aparecem como alternativas de um ano que ainda pode ser muito difícil.

Taxa selic: Você sabe qual investimento está em alta no momento?

Desde o ano passado economistas afirmavam que 2021 ainda seria um ano bastante complicado para a economia brasileira; mesmo com a chegada da vacina o cenário ainda é de apreensão. Afinal deve levar algum tempo para que todos possam se imunizar e que possam retornar a rotina normal. E nesse mundo de incertezas certos cuidados são importantes.

Logo, certas opções são indicadas aos investidores brasileiros. De acordo com Fernando Bazzoro do Amaral, CEO do GGP-Family Office (que dá assessoria para pessoas e famílias sobre passos em investimentos), devido os juros baixos e liquidez farta, tanto no Brasil e quanto no exterior, uma das alternativas é colocar o dinheiro em ativos de riscos; segundo Amaral não tem para onde correr.

Além disso, o CEO acrescenta que com o número de casos do coronavírus aumentando novamente, há uma pressão para o governo continuar com auxílio emergencial. Mas as questões fiscais seguem trazendo preocupações. Sendo assim, Amaral afirma que, é preciso ativos que acrescentem potenciais de retorno, e isso certamente traz mais risco, mas é preciso buscar formas de se proteger.

Taxa Selic: Sugestão de quem entende

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Amaral sugere que investidores tenha alguma parcela em fundos investidos no exterior, assim terá exposição em moedas diferentes. A pesar de entender que o elevado nível da moeda americana, possa atrapalhar essa diversificação no momento. Além disso, ele cita que ano passado, com CDI em 2,77%, e a inflação em 4,52%, tirando 15% de IR de certa aplicação de renda fixa, o investidor teve uma perda de 2%.

Logo, com expectativa de aumento da taxa Selic, as mudanças no mercado devem acontecer, ainda que brandas; e mesmo que a taxa de juros chegue à casa dos 4% ao ano, o ambiente será ruim para renda fixa no geral. Então, seria preciso aceleração bem maior para justificar alocação, se antes algum passo conservador representava aumento na parcela em CDI, atualmente isso pode tirar o retorno da carteira, declarou Amaral.

Enquanto o Tesouro IPCA, que mostrou em 2020 bons resultados, o risco é que haja quedas no decorrer do ano em caso de agravamento fiscal. Sendo assim, a preferência deve ser por títulos com vencimentos mais “curtos”. Por exemplo, em 2026 (que oferece hoje rentabilidade maior que 2,64% ao ano), além de uma parcela menor em títulos a se resgatarem em 2030.

Conclusão

Com novo presidente da Câmara, Arthur Lira, a tendência é que as divergências no governo continuem. Isso por que o candidato eleito com 302 votos tem apoio do presidente Jair Bolsonaro. No entanto, em seu primeiro discurso Lira disse que tem opiniões próprias, mas irá atuar de forma menos personalista, ou seja,  mais no coletivo.

Certamente, é tudo que o Brasil necessita neste momento delicado de crise na economia. Isso por que a pressão por reformas vai continuar, e muitos fatores no mercado dependem de soluções urgentes. E tal fato foi percebido na última ata do Copom, onde o BC demonstrou preocupação com a alta da inflação, assim como as reformas.

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