Commodities agropecuárias no Brasil: alívio de custos no setor!

Os valores das commodities agropecuárias no Brasil entraram em deflação no atacado, o setor recuou 2,96%. Fique por dentro!
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Commodities agropecuárias no Brasil
Fonte: Google

A dissipação do choque de gastos no atacado tem pressionado alguns índices ao consumidor desde o ano passado, esta dissipação teve início com as commodities agropecuárias no Brasil, o que pode ajudar a moderar a inflação dos alimentos no setor de varejo até o final do ano.

Segundo economistas, deverá haver aumento de 5,6% no setor do agronegócio e também no Índice Nacional de Preços ao Consumidor-IPCA no segundo semestre de 2021.

Há exatos 12 meses, estes itens apresentaram alta de 15,3 pontos percentuais e encerraram o ano de 2020 com avanço de 18,2%.

As commodities agropecuárias no Brasil, se tratam de materiais em estado bruto, como, por exemplo, minério de ferro, soja, celulose e petróleo, em 2020 este setor sofreu um tombo de aproximadamente 4,3%. Contudo, no primeiro semestre de 2021 o mercado obteve uma recuperação com aumento de 4%, representando um dos setores mais bem sucedidos neste período de crise financeira que estamos atravessando.

Alguns analistas preveem para o ano de 2022 o início de um superciclo das commodities agropecuárias brasileiras, semelhante ao superciclo que ocorreu em meados dos anos 2000, por definição, uma commodity se refere a um bem que pode ser produzido grande escala com pouca variação na qualidade, esta é uma das características que facilitam a padronização dos valores das commodities.

Expectativa para o setor

Os produtos agropecuários confirmaram as expectativas dos analistas que haveria abatimentos nos preços em algum momento de 2021, apesar de que a maior parte dos preços permanecem acima do patamar que foi estabelecido pelos analistas no período pré-pandemia, de qualquer forma, esta devolução parcial dos valores deverá contribuir para tirar o setor desse impasse com a inflação de alimentos, direcionado para o consumidor.

Segundo especialistas do setor, esta situação não deve continuar até o final do mês, existe uma expectativa de que, no IGP-DI, os itens agropecuários podem ter aumento de 1,35%, porém, o auge da pressão das commodities na inflação parece ter ficado no passado.

Ainda segundo os analistas do segmento, as projeções para os preços agropecuários no atacado são de alta de aproximadamente 12,7 pontos percentuais para o segundo semestre deste ano, o que significa um índice bem baixo na inflação de 56,2 pontos, registrados no ano passado.

Novos reajustes no segundo semestre.

Segundo o IPA-agropecuário, deverá haver um novo reajuste para o segundo semestre deste ano, bem abaixo do ajuste de um ano antes, o que representa uma projeção conservadora, por que traz novos ajustes para este ano. A descompressão inflacionária direcionado para os produtores deverá ter início pelas commodities agropecuárias, aparecendo após a descompressão de outras matérias-primas como, o petróleo.

Segundo os especialistas, as cotações de petróleo podem perder a sua força. Está ficando cada vez mais claro que haverá recuperação global, porém talvez esta recuperação seja mais lenta do que muitos analistas esperavam, resultando em reajustes mais moderados.

Já para as commodities metálicas, existe uma questão estrutural de mudança de matriz energética, que parece estar migrando do petróleo para energia elétrica no curto prazo, dado o desajuste das cadeias produtivas, nos dois movimentos mundiais. Dentre as commodities metálicas encontramos: alumínio; minério de ferro; níquel; chumbo prata entre outros metais.

Commodities agropecuárias no Brasil

Commodities agropecuárias no Brasil
Fonte: Google

Recentemente, a Fundação Getulio Vargas-FGV divulgou o Índice Geral de Preços-10 revelando a deflação no atacado, do preço das commodities agropecuárias no Brasil, que recuaram cerca de 2,6%, após aumentarem 0,92% na mediação feita no primeiro semestre. Tivemos uma queda em vários preços este mês, dizem os economistas do setor.

Por exemplo: o arroz apresentou queda de -12,5%; a soja -9%; trigo -5,8 pontos percentuais entre outros, segundo os economistas, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-IPA caiu 0,07 pontos, oriundo de uma alta de 2,64 pontos no mês passado. Após uma disparada dos preços no ano passado, essa desaceleração já era esperada por muitos economistas do setor, apesar das muitas especulações de um novo superciclo das commodities, esta opção está descartada até o final do ano. Entretanto, as projeções provenientes da agricultura devem aumentar. 

Já no lado das commodities metálicas, existe uma questão estrutural de mudança energética, migrando do petróleo para energia elétrica e, no curto prazo, a irregularidade das cadeias produtivas dos dois movimentos. O fornecimento de insumos na indústria deverá ser equacionado gradualmente. Contudo, os valores no setor da indústria devem desacelerar, segundo as projeções dos analistas. Nos meses de junho para julho o IPA industrial apresentou queda de 3,34 pontos percentuais para 0,92 pontos.

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