Economia dos brasileiros em 2020: mudanças de prioridades

Em meio a pandemia do novo coronavírus, a reserva para emergência deu lugar a casa própria na economia dos brasileiros em 2020. Fique por dentro!
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Economia dos brasileiros em 2020
Fonte: Google

Desde a chegada da pandemia do novo coronavírus, boa parte da população brasileira tem se mostrado apreensiva em relação as suas finanças. Sendo assim, o dinheiro que era investido na poupança para emergências, deu lugar ao planejamento da casa própria na economia dos brasileiros em 2020, segundo uma pesquisa da Anbima.

O levantamento ainda mostrou que, a cerca de quatro anos, a aquisição de um terreno ou imóvel liderava com uma vantagem significativa, após a chegada da pandemia o direcionamento das economias para a compra da casa própria se tornou o principal objetivo para o brasileiro.

O levantamento ainda revelou que, a classe C apresentou queda nas suas finanças desde a chegada da pandemia, pois, para muitos brasileiros o sonho da casa própria é algo a ser alcançado com investimentos, devido aos índices de desemprego aumentando a intenção de investimentos para este fim recuou 26,7% na base anual.  

Contudo, na economia dos brasileiros em 2020 de classe B este recuo foi menor, algo em torno de 3,8 pontos percentuais, já para os brasileiros de classe A, o recuo foi de 2,4%. À vista disso, a compra da casa própria tomou o lugar da reserva para emergências. Atualmente, cerca de 27% dos brasileiros afirmaram ter dinheiro reservado para este fim tanto em 2020 como em 2021.

Inflação

O ano de 2020 foi marcado pelo descompasso entre oferta e procura, a retomada da economia chinesa e a desvalorização da nossa moeda resultaram em uma combinação perversa para a inflação no país. Alguns economistas estimam que os impactos da inflação sofrida no ano passado ainda se refletem em 2021.  No auge da crise financeira do ano passado, a projeção era superior a 1,5 pontos percentuais.

Com as medidas de isolamento social, o país enfrentou primeiramente uma crise na oferta, em seguida a crise na demanda ocorreu, e assim, muitas empresas tiveram que paralisar a produção, e a renda dos brasileiros foi reduzida ou interrompida.

Com a ajuda do auxílio emergencial, boa parte da população conseguiu retomar a demanda, porém sem a produção de grande parte das empresas paralisadas para poder cumprir com as medidas de isolamento, tivemos como resultado alta nos preços nos mais variados grupos da nossa economia, em especial no grupo de alimentos e bens industriais.

Economia dos brasileiros em 2020

No decorrer do ano passado, a economia dos brasileiros, poupança ou reserva de emergência como muitos brasileiros costumam chamar, recebeu um volume elevado de depósitos, apesar da crise financeira, devido ao pagamento do auxílio emergencial para os trabalhadores que perderam os seus empregos e também os informais.

Grande parte dos valores recebidos, foi depositada diretamente em contas poupança, segundo economistas, boa parte da população investiu de alguma forma o valor do auxílio. Contudo, no final do ano passado com a redução no valor de R$ 600 para R$ 300, os investimentos começaram a apresentar queda.

Sendo assim, um levantamento feito por economistas revelou que nos primeiros onze meses, os depósitos em poupanças no país superaram as retiradas em cerca de R$ 145,707 bilhões, este é um valor recorde na história do país. após o retorno do auxílio, os estoques dos valores depositados, voltou a registrar um crescimento significativo.

Projeções para o final de 2021

Economia dos brasileiros em 2020
Fonte: Google

As projeções para o fim deste ano, mostram que a expectativa do setor financeiro permanece inalterada em aproximadamente 3% ao ano, ou seja, os analistas seguem projetando um aumento de juros até o final deste ano. no mês de novembro do ano passado, o Governo reduziu para 4,5 pontos percentuais a previsão de retração para o PIB.

Contudo, apesar da crise alguns economistas indicam que a retomada na economia do país, está cada vez mais perto de acontecer. Após a manutenção da taxa básica de juros em torno de 2 pontos percentuais no ano passado, o mercado prevê uma estabilidade na taxa Selic até o final de 2021, mesmo com a alteração da Selic no mês de maio, quando a taxa foi para 3,5%.

Segundo alguns economistas, estas altas tem como principal objetivo conter a pressão inflacionária, estes e outros temas importantes serão discutidos na próxima reunião do Copom marcada para o início do mês de agosto. Já para o final do ano que vem, os analistas do setor financeiro elevaram as projeções da taxa Selic para 7% ao ano. Vale ressaltar ainda que, a previsão para a entrada de investimentos estrangeiros no país apresentou queda de US$ 55,50 bilhões, segundo projeções dos economistas deve haver uma nova entrada de investimentos de aproximadamente US$ 67,45 bilhões.

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