Ministros da Economia do G20, reformulam imposto corporativo!

Medida tomada pelos ministros da economia do G20, pretende acabar com paraísos fiscais de multinacionais. Fique por dentro!
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Ministros da Economia do G20
Fonte: Google

Reunidos em Veneza, os ministros da economia do G20 anunciaram a reformulação dos impostos negociado por 131 países na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico-OCDE, segundo o comissário europeu, Paolo Gentiloni, informou que essa taxação mínima global de 15% para as corporações multinacionais é no momento a prioridade para a União Europeia, além da crise sanitária e econômica.

O G20 é um grupo formado pelos ministros da Economia e chefes dos bancos centrais com mais importância no mundo, criado em meados dos anos 90 depois de várias crises financeiras da década, o grupo foi formado para favorecer e facilitar as negociações internacionais. O grupo costuma analisar e estudar tanto países mais ricos como em desenvolvimento sobre questões significativas como, estabilidade financeira e questões políticas, visando uma solução. 

Os ministros da economia do G20, se uniram para substituir o G33, em meio a reunião de cúpula do G7 em 2008. Portanto, desde a sua criação, o grupo fez mudanças significativas nos países onde o grupo atua, no ano de 2008 o Brasil chegou a presidiar a reunião do grupo e desenvolveu temas muito importantes como, por exemplo, espaço fiscal e biocombustíveis.

Os ministros da economia do G20, muitos analistas acreditam que os efeitos das ações através do grupo são pequenos e de curto prazo, assim como as reuniões que servem apenas para cumprir protocolos. Contudo, os ministros saem em defesa das reuniões, afirmando que elas servem para evitar crises mundiais, além de modernizar a economia desses países, um dos principais objetivos do grupo é facilitar o comércio internacional das 19 melhores economias globais. Leia mais abaixo!

Reunião do grupo

A proposta de criar uma taxa corporativa mínima com alíquota de menos 15%, foi comentada na última reunião do G7 no mês passado em Cornwall, Reino Unido. Segundo informações o grupo recusou o apoio a esta proposta, inclusive, alguns membros do G20 se mostraram contrários à proposta.

Como, Martin Guzmán, o ministro da economia argentino, segundo ele, está taxa de 15% é muito baixa e está aquém do que o mundo realmente precisa atualmente. Sendo assim, na reunião a Argentina defendeu uma alíquota mínima mais alta, algo entre 15% a 21%.

Segundo Guzmán, uma alíquota de 21% poderia recuperar cerca de US$ 640 bilhões, porém a proposta de Guzmán não teve sucesso. O imposto de menos 15 pontos percentuais devem atingir cerca de 100 multinacionais pelo mundo, entre elas estão algumas muito conhecidas pelo grande público como Apple e Amazon.

O que dizem os países emergentes?

Houve uma pressão dos países emergentes, para que o grupo do G20 aprovasse uma alíquota de 30 pontos percentuais como, a África do sul, que apoiaram o aumento de 30%. Hoje, a África do sul é o único país africano fazendo parte do G20. Alguns desses países emergentes, tem se beneficiado com a meta estabelecida pelo G7, de fazer multinacionais aumentarem os seus impostos para 15%.

À vista disso, o grupo do G20, anunciou mudanças nos seus impostos, o que significa que países emergentes, como Nigéria, onde a economia é dominada por essas multinacionais, resistiu, mas acabou concordando com a mudança.

Cerca de 40% de todos os lucros das multinacionais existentes no mundo, são transferidos por ano para esses paraísos fiscais, visando obter lucro sobre a receita dessas empresas, o grupo do G20 endossou os impostos para que a receita se torne maior.

Medida aprovada pelos, Ministros da Economia do G20!

Ministros da Economia do G20
Fonte: Google

Esta mudança na taxa de imposto tem como principal objetivo, botar um ponto final nos paraísos fiscais. Após, anos de discussões o grupo do G20 alcançou um feito histórico em relação à arquitetura tributária estrangeira. Segundo os ministros da economia do G20, existem alguns termos a serem estabelecidos nesta nova arquitetura tributária que será definido na próxima reunião.

Que deve ocorrer no mês de outubro deste ano, onde novos ajustes devem ser acordados. Porém, os governos dos Estados Unidos, Alemanha e França defendem o aumento da taxa, inclusive, a França chegou a sugerir uma taxa de 25 pontos percentuais, para as multinacionais. Hungria e Irlanda, participantes do Grupo OCDE até o presente momento não se manifestaram.

Por fim, a Secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, informou que o Grupo colocará em pauta na próxima reunião, a relutância de alguns países. A proposta, tem como finalidade de distribuir de maneira equitativa entre países que fazem parte do G20, o direito de tributar os lucros das multinacionais, segundo economistas esta taxa deverá gerar uma receita de US$ 150 bilhões por ano.

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