
Nos últimos dias uma das maiores varejistas do país tem sido notícia em diversos meios de comunicação. Provavelmente você já deve ter ouvido falar do rombo na Americanas, não é mesmo? O fato é que a empresa já acumula 20 bilhões em dívidas e suas ações não param de cair, o que preocupa seus investidores e bancos credores. Tudo se deu após o presidente da companhia, Sérgio Rial, descobrir inconsistências em lançamentos contábeis no valor de R$ 20 bilhões, e decidiu deixar o comando da empresa.
Logo em seguida, o diretor de relações com investidores, André Covre, também renunciou. Os dois haviam sido empossados no dia 02 de janeiro, e estavam a menos de 10 dias exercendo suas funções na companhia. Diante dos fatos a Americanas afirma que ainda não é possível determinar todos os impactos causados por essas inconsistências. A companhia alega ainda que todas as estimativas irão passar por uma análise para confirmações e reajustes, que irão depender da apuração dos fatos e dos pareceres de auditores.
Segundo a Americanas, o conselho administrativo criou um comitê para apurar as circunstâncias, e já nomeou o diretor do RH João Guerra, para assumir os cargos de presidente e diretor de relações com investidores. Entretanto, a situação preocupa os investidores e bancos credores, pois, a companhia conseguiu na justiça uma proteção contra credores, que suspende por 30 dias o vencimento antecipado de suas dívidas.
Prejuízo na Bolsa
Até o momento os maiores prejudicados com o rombo na Americanas são os investidores que têm ações da companhia. Após expor a situação da empresa, as ações entraram em queda livre, com uma desvalorização de quase 80%. Assim, os papéis que antes custavam R$ 12, passaram a ser negociados por até R$ 1,94, um patamar bem abaixo, que representa uma queda aproximada de 38%.
Tentando uma manobra, as ações da Americanas entraram em vários leilões e tiveram o pior desempenho do Ibovespa, fechando com índices abaixo de 1,54% aos 109,212 pontos. Esse tipo de mecanismo é utilizado como uma “manobra de defesa” que interrompe as negociações comuns quando os papéis sofrem alguma instabilidade ou variação bruta na bolsa.
De acordo com especialistas, os mais afetados com o rombo da Americanas são os investidores. Desta forma, quando ocorre uma queda das ações e outros papéis, a empresa dá prejuízo aos investidores quando o valor fica abaixo do que se pagou para comprá-los. Entretanto, esse tipo de prejuízo só se concretiza se a pessoa vender os papéis. Portanto, é preciso ter cautela para tomar a melhor decisão, pois você tem a opção de vender agora e assumir o prejuízo, se tiver a expectativa de uma desvalorização ainda maior, ou esperar que os papéis tenham uma recuperação para evitar sair no negativo. A situação é bastante delicada, por isso é importante acompanhar de perto qualquer mudança no cenário.
Rombo na Americanas e ação judicial

Quem vai ficar no prejuízo? O rombo na Americanas vai dar muito o que falar nos tribunais. O Instituto Brasileiro de Cidadania (Ibraci) já entrou com uma disputa na justiça contra a empresa, pedindo que a Americanas indenize os investidores por danos materiais e morais causados pelo rombo. De acordo com o instituto, os investidores compraram os papéis da empresa com base nos balanços realizados e “informações falsas ou enganosas” os induziram a superestimar o valor dos papéis.
Outros que foram afetados com o rombo foram os bancos credores, que emprestaram dinheiro para a Americanas. Pois, a Americanas conseguiu uma liminar na justiça que impede por 30 dias a cobrança antecipada de suas dívidas pelos bancos. Segundo a Americanas, seu endividamento chega a R$ 40 bilhões e se atender aos pedidos de cobranças dos bancos credores poderia gerar um tratamento desigual entre seus colaboradores e colocar sua operação em risco.
Entre os maiores bancos credores estão o Bradesco, Santander e Itaú. Um dos bancos credores, entrou com uma ação judicial para tentar reverter judicialmente a moratória das cobranças. Na ação, o banco BTG faz duras críticas a Americanas e aos seus acionistas, afirmando que a companhia agiu com má-fé, e ainda apontou com evidências que a empresa vendeu R$ 233 milhões em ações entre julho e outubro do ano passado. Entretanto, o Ministério Público Federal de São Paulo ficou de apurar se eles cometeram crimes.
Conclusão
Em meio a tantos prejuízos, os concorrentes da Americanas saíram ganhando com toda essa situação. De acordo com especialistas, o mercado tem sinalizado positivo para as ações da Magazine Luiza, que teve uma valorização de 27% em suas ações entre quarta-feira e segunda-feira. Com o rombo na Americanas outros mercados varejistas devem se favorecer.
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