Bancos centrais; os estímulos em 2021.

Com a crise devido a pandemia do novo coronavírus, alguns países emergentes devem tomar algumas medidas para tentar amenizar os impactos na economia, que já são grandes.
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Em primeiro lugar, importante entender o que são esses bancos e para que eles servem. De forma resumida, Banco Central é uma instituição chamada de “autarquia federal”, é a principal autoridade monetária de determinado país. Além disso, o BC fica responsável pela impressão do papel moeda, gerir câmbio, fazer políticas monetárias, supervisionar o sistema financeira de forma geral. Por fim, o Banco Central é também uma espécie de “banco de outros bancos”, faz inclusive empréstimos aos mesmos.

Por isso, o primeiro Banco Central surgiu no ano de 1694 na Inglaterra, era uma “sociedade anônima privada”. No Brasil o BC foi criado em 31 de dezembro de 1964, sendo que antes do surgimento, a instituição que tinha responsabilidades monetárias era o Banco do Brasil, Superintendência da moeda e do crédito (Sumoc), e Tesouro Nacional.

No entanto, o processo de reordenar as finanças no país ocorreu até 1988, sendo que a partir deste ano, a constituição estabeleceu atuação total do Banco Central, que passou a regular a taxa de juros, imprimir o papel moeda, bem como outras atividades visando deixar a economia brasileira mais estável.

Logo, uma das principais atuações dos Bancos Centrais, no Brasil e no mundo é ajustar a taxa de juros, impressão de moedas e outras funções. Porém, a atuação de cada banco irá depender da cultura, bem como o momento que determinado país esteja passando. E sobre como atuação de alguns países neste período da pandemia que iremos falar.

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Bancos Centrais pelo mundo

Governos e bancos centrais de diversos países tomaram medidas durante este ano, para amenizar os impactos da crise, mas é provável que o mesmo aconteça em 2021, para ajudar a recuperação da economia de uma forma individual. De acordo com “Gabriel Gersztein”, chefe global de estratégia para os mercados emergentes, tudo indica que países desenvolvidos deverão sofrer pressões para novas atuações.

Segundo Gersztein atuação dos bancos centrais será de forma desigual, caso haja alta na inflação, os bancos tendem acomodar, o mais provável é que a reação seja mais agressiva aos dados econômicos fracos e incentivem a economia do que reagir em caso de alta da inflação, e as medidas serão mais restritivas no que desrespeito as políticas monetárias.

Além disso o cenário dos países desenvolvidos para o ano que vem, é que a inflação continue disciplinada, deve resultar em pressões por incentivos (estímulos) sobre os bancos centrais.  Fatores como a tendência das pessoas em gastar menos e guardar dinheiro.

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Portanto, ao invés de consumir no período de crise, por não saber o que vem pela frente, bem como o alta taxa de desemprego, irão puxar a inflação para baixo. Logo, os bancos centrais estão prontos, pois se os dados econômicos não mudarem as autoridades irão aumentar os estímulos.

Medidas como as dos Estados Unidos em zerar a taxa de juros e injetar cerca de 3 trilhões de dólares a população e facilitando a tomada de crédito das pessoas e empresas, bem como a União Europeia que adotou medidas similares, o Brasil acabou sendo beneficiado por todo este movimento, assim como outros países emergentes.

Inflação em 2021

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A princípio, se a inflação estiver baixa, estável, ou simplesmente com boas previsões, toda sociedade se beneficia e a economia tende a crescer, afinal as incertezas são menores. Dessa forma as pessoas conseguem fazer planos para o futuro, e as chances de alcançar os objetivos reais.

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A meta para inflação no Brasil é definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e o Banco Central fica responsável por adotar medidas que julgar necessárias para controlá-la.

O instituto responsável por calcular é o IBGE, que utiliza o índice IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Sendo assim, a meta é referente ao acúmulo no ano, por exemplo a meta para 2020 era de 4%.

Neste ano a forma de consumo dos brasileiros mudou muito, logo nos primeiros meses tiveram vários fatores que provocaram aumento nos preços, por exemplo a correria das pessoas no começo da pandemia, por medo de acabar os alimentos, bem como o desabastecimento de alimentos no mercado brasileiro, como aconteceu com arroz, devido à exportação, esses são alguns fatores que o ocasionou crescimento da inflação.

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As projeções dos economistas em relação a inflação podem se considerar acima da meta deste ano de 4,00%, afinal a margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, e ficou mais do que esperado, isto é, média de 4,21% foi para 4,35%. As projeções do Banco Central para 2021 é que a taxa de juros se mantenha em 2% ao ano, e meta da inflação de 3,75%, e margem de 1,5 ponto percentual, isto é, de 2,25% a 5,25%.

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