Economia brasileira sai das previsões devido a pandemia.

Os economistas fazem estimativas de como será o desempenho da economia brasileira. Confiram quais foram e o que deu errado em 2020.
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Todas as pessoas fazem muitos planos e orçamentos para o ano seguinte, da mesma forma acontece com a economia brasileira, e economistas fazem previsões em diversas áreas.

Porém, como em nossas vidas, alguns planos saem diferentes, a economia também tem erros, foi o que aconteceu em 2020. Confira quais os planos e o que deu errado neste ano.

Economia brasileira: Chegada da Pandemia e as mudanças.

Com as primeiras vítimas surgindo, isolamento social na Europa e na Ásia, o comércio externo diminuiu. Logo, o resultado foi o pior primeiro trimestre da balança comercial desde 2015.

Porém, com a forte chegada da doença no país, as coisas pioraram ainda mais. Devido ao isolamento social e a tentativa de conter a propagação da doença, por isso ocorreu de fecharem as escolas, empresas e o comércio.

Sendo assim, com a paralisação inesperada das atividades, a arrecadação despencou, houve queda nos mercados, aumento de desemprego e o dólar subiu, somente a inflação que teve queda, e atingiu o menor patamar desde 1998. Logo, as expectativas para o restante do ano passou a mostrar um cenário de crise, com estimativa do maior tombo em 120 anos do PIB brasileiro, mais de 9%.

Depois que alguns meses se passaram, o comércio foi voltando aos poucos, e com as pessoas recebendo o auxílio emergencial. A situação tinha suas dificuldades, mas menos avassaladora.

Sendo assim, sem previsão de quando a pandemia irá acabar, e com fim do auxílio emergencial, as previsões para o ano que vem dificilmente devem se concretizar. Isso devido os muitos desafios encontrados pela frente.

Confira o que era previsto e como ficou alguns setores da economia em 2020:

Economia brasileira: Setor de Serviços

O setor de serviços apresentava resultados ruins nos últimos três anos, mas fechou 2019 com modesta alta de 1%. Sendo assim, as estimativas era de crescimento maior, cerca de 1,9% segundo a CNC.

Mas o setor teve grande impacto pela pandemia. E após um início de ano com bom desempenho, no terceiro mês começaram as quedas. Afinal o setor estava quase todo paralisado.

Nos meses seguintes, apresentou leve crescimento, mas essa volta não foi insuficiente para recuperar as perdas. Em setembro o setor teve queda de 6% em um ano. Sendo que o maior já registrado fora de 5% a quatro anos atrás.

Economia brasileira: Setor do Comércio

As vendas do comércio vinham apresentando crescimentos seguidos nos últimos três anos, no final de 2019 fechou com alta de 1,8%. Mas esses resultados não foram suficientes para recuperar as perdas que sofreu em 2015 e 2016. Mesmo com a recuperação se mostrando desacelerada em 2019, o setor tinha esperança de um ano mais positivo, e a estimativa da CNC era alta de 3%.

Mas o ano começou fraco, no mês de março o baque gerou consequências. No entanto, em abril o comércio levou o maior tombo. A previsão de encerramento do ano era com queda de 8,7%. Mas graças a reabertura nos meses seguintes, o cenário mudou e zerou as perdas deste ano no acumulado até o mês de setembro.  Segundo dados do IBGE, o setor de varejo teve estabilidade, e a previsão é de fechamento com alta de 1,9%.

Economia brasileira: Desemprego no Brasil

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A pandemia paralisou a economia e afetou o desemprego no país, isso depois de um saldo positivo, onde em 2019, o número de pessoas com carteira assinada apresentava melhor desempenho desde 2015, quase 650 mil novas vagas, e a taxa chegou no em 11% naquele ano.

As previsões eram de queda no desemprego segundo FMI, e deveria chegar no final deste ano em 10,8%, mas o Ministério da Economia estimava um crescimento mais de 1 milhão de vagas no setor de estoque.

No entanto, o impacto causado pela pandemia no mercado de trabalho foi em parte contido, devido as medidas do governo, onde foi permitido a redução de salário e da jornada de trabalho, e suspensão de contratos.

O desemprego aumentou principalmente pelo fato dos brasileiros terem desanimado com cenário e desistiram de procurar por novas oportunidades, batendo recordes sucessivos, chegando a 8,9 milhões no mês de setembro.

PIB Brasileiro

Com crescimento moderado ao final de mais um ano, o último boletim Focus de 2019, apontava que a economia brasileira iria crescer cerca de 2,3% em 2020. Uma alta que seria maior desde 2013, que foi de 3%. O primeiro trimestre apresentou resultado que demonstrava que a atividade seria afetada. Mas foi no segundo trimestre que as atividades foram duramente castigadas, e a queda chegou em –9,6%.

Graças ao auxílio emergencial, que ajudou os trabalhadores informais e desempregados, onde foi repassado mais de R$ 260 bilhões, juntamente com reabertura das atividades, os impactos diminuíram, contrário as previsões de bater 10% ao final deste ano.

Sendo assim, no terceiro trimestre o PIB apresentou crescimento de 7,7%. No início de dezembro, a previsão foi menos assustadora, e a projeção é queda de 4,4% em 2020.

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