Franquias, descubras as 52 melhores marcas para empreender

Saiba o que fazer antes de escolher uma franquia e quais as melhores opções e redes disponíveis no mercado.
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as melhores franquias
Fonte: Google

Estudos mostram que comprar uma franquia é um investimento promissor, pois é um modelo de negócio que permite a utilização de marcas consolidadas no mercado. Sendo assim, os riscos diminuem, e os franqueadores fornecem análises de dados da empresa, perspectivas e estatísticas. Dessa forma o empreendedor fica por dentro de todas as informações, além de conhecer melhor o mercado e seus concorrentes.  

No entanto, antes de adquirir alguma franquia, é importante que o candidato analise algumas questões como, se identificar com segmento no qual pretende investir; não escolher determinada marca baseando apenas em lucratividade. Para qualquer empresa, obter lucros e apresentar ótimos resultados é muito importante, mas dificilmente um empreendedor irá conseguir investindo em um negócio no qual não se identifica ou não tenha conhecimentos. 

A escolha da franquia certa deve começar entendendo como é a saúde financeira das marcas nos segmentos no qual possui interesse. Além de ter a certeza de que a franqueadora possui total domínio na área de atuação, também se certifique que o modelo do negócio já tenha sido testado. Analise a parte operacional, e se possível for, visite alguma loja. Uma dica importante é conversar com outros empreendedores ativos no mercado, e buscar orientações de profissionais. 

Após a escolha da marca, é preciso entender os detalhes do tipo de negócio, pesquisar a localização do ponto, entender as finanças da rede, trocar experiências, e até buscar ajuda de especialistas. Porém, é de extrema importância ter consciência das suas finanças, e podem ser reservas pessoais, acertos trabalhistas ou crédito em banco.

Já que a aquisição de uma franquia pode “levar pelo ralo” anos de economias, e em casos de empréstimos, os prejuízos e problemas serão ainda maiores. 

Se você ficou interessado e deseja saber mais sobre este assunto, fique conosco até o final e confira a nossa análise e os pontos mais relevantes.

Os números não mentem! Se tornar um franqueado pode ser um bom investimento

Em 1994 foi publicada a Lei de Franquias nº 8955. Dentre os conteúdos estão os direitos e deveres dos franqueadores, ou seja, as empresas que detém as marcas, e dos Franquiados, que são as unidades. Naquele momento o Brasil passava por estabilidade na economia devido o plano Real ter sido implementado, com isso vários setores apresentavam crescimentos. Logo, o “franchising” era um desses, e ganhava força; mas não possuía nenhum tipo de regulamentação dentro das leis. 

A aprovação da lei fez com que o Franchising, que já era sucesso desde a década de 80, tivesse ainda mais adesões em todo país. Afinal, os empreendedores sentiram mais segurança para investir em diversos modelos de negócios; desde então, o setor tem aumentado o faturamento, que em 2018 chegou a R$ 174,80 bilhões, crescimento de 7,2% em comparação com ano anterior. 

Números estes que continuaram a subir e em 2019 o faturamento foi de R$ 186,7 bilhões. Porém, no ano passado o setor apresentou um resultado de R$ 167,1 bilhões, retração de 10,4%, voltando ao patamar de 4 anos atrás. Estes resultados foram apresentados no último dia 3, pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), um número esperado devido à crise causada pela pandemia. 

Impactos durante a pandemia

setor franquias
Fonte: Google

Apesar da retração, o presidente da ABF, André Friedheim, acredita que os dados mostraram certa resiliência do setor, e garante que investir em franquias é um bom negócio. Além disso, este setor irá contribuir bastante com a retomada do crescimento econômico do Brasil. E outros dados mostram um total de 2668 franqueadoras ativas no país no ano passado, queda de quase 9% comparado a 2019.

Além disso, houve queda na comparação anual das unidades, o setor encerrou 2020 com mais de 156 mil unidades franqueadas operando no Brasil, queda de 2,6% sobre 2019. Logo, cerca de 4000 unidades fecharam as portas, e para o consultor em franquias Marcelo Cherto, era esperado um baque ainda maior, se levar em consideração o PIB do país que teve queda de 4,1%.

Cerca de 75 mil estabelecimentos ligados ao comercio fecharam as portas em 2020, (dados CNC), dentre esses alguns franqueados. Ainda assim, muitas redes mantiveram alto número de unidades funcionando. E a associação dos franqueados (ABF) divulgou a lista das 52 melhores redes de franqueados atualmente no Brasil, que envolve redes com investimentos acima de R$ 90.000 (pois microfranquias possuem lista própria). 

As 52 maiores franquias atualmente no Brasil

Este levantamento mostra que o volume das maiores redes no país cresceu 5% no ano passado, e 16 marcas possuem mais de 1000 unidades. A primeira posição foi da rede O Boticário, com 3620 franquias. Na vice-liderança “o gigante” McDonald’s, com 2567 unidades em operação. Ambas as marcas se mantiveram na posição da pesquisa anterior. 

Enquanto a Cacau Show, subiu para o terceiro lugar, com 2371 franquias em todo país. Já algumas marcas apareceram pela primeira vez entre os 10 primeiros no ranking, são elas: Óticas Carol; Seguralta – rede de corretoras, e o BK – Burger King. A lista deste ano possui 52 marcas, devido ao empate entre as posições 41º (Hinode e Carmen Steffens) e 44º (Chocolates Brasil Cacau e Casa dos Bolos. Veja a lista completa. 

PosiçõesMarcasQuantidade em unidadesAnos  2019 para 2020
O Boticário (beleza/bem-Estar)3620-5%
McDonald’s (alimentação/restaurante fast food)25674%
Cacau Show (alimentação/chocolate)23712%
Subway (alimentação/restaurante fast food)18630%
Am/Pm (lojas de conveniência)1804-24%
Lubrax+ (lubrificação)16651%
CVC Brasil (turismo/viagens)14251%
Óticas Carol (saúde, beleza e bem-estar)13944%
Seguralta (rede corretoras)13250%
10ºBurger King (alimentação/restaurante fast food)13028%
11ºWizard By – Pearson (Idiomas)12580%
12ºJet Oil (rede troca de óleo)1172-21%
13ºBr Mania (lojas de conveniência)1132-4%
14ºShell Select  (lojas de conveniência)1109Não informou
15ºÓticas Diniz (saúde, beleza e bem-estar)1107-4%
16ºBob’s (alimentação/restaurante fast food)1017-3%
17ºOdontocompany99757%
18ºCorreios (Correios e Telégrafos)9940%
19ºHelp (Loja de Créditos)85522%
20ºChilli Beans (relógios e óculos de sol)8472%
21ºDia% (alimentação/supermercados)778-10%
22ºFisk Centro de Ensino7670%
23ºCCAA (idiomas)7250%
24ºHering Store (vestuário)66415%
25ºCNA (idiomas)6293%
26ºEspaçolaser (depilação a laser)58713%
27ºChiquinho Sorvetes (alimentação/sorvete)56611%
28ºOggi Sorvetes (alimentação/sorvete)55435%
29ºClube Turismo5464%
30ºLocaliza Hertz (aluguel de automóveis)5281%
31ºNutrimais (alimentação animais)52449%
32º5àsec (lavagem, secagem e passadora)4686%
33ºHavaianas (chinelos/calçados)4673%
34ºPiticas (mercado geek/vestuário)4530%
35ºRemax (imobiliária)44480%
36ºArezzo (calçados)436-1%
37ºKnn Idiomas (cursos e idiomas)42717%
38ºPrepara Cursos Profissionalizantes4090%
39ºKopenhagen (alimentação/chocolate)4065%
40ºMicrolins (cursos profissionalizantes)4010%
41ºHinode (perfumária/beleza/saúde)400-8%
42ºCarmen Steffens (calçados)400-2%
43ºMercadão Dos Óculos (ótica/saúde)39667%
44ºAcquazero (limpeza a seco)388152%
45ºChocolates Brasil Cacau (alimentação/chocolate)385-1%
46ºCasa de Bolos (alimentação)3854%
47ºGiraffas(alimentação/restaurante fast food)3822%
48ºMundo Verde (varejo produtos naturais)3770%
49ºSpoleto (restaurante/alimentação)343-2%
50ºClube Melissa (calçados)3324%
51ºCasa do Construtor (aluguel de andaimes/outros)31816%
52ºSodiê Doces (alimentação)3150%
Fonte: Google

Otimismo no último trimestre do ano

O setor de franquias sofreu grandes impactos no 2º trimestre do ano passado. Mas apresentou recuperação ao longo dos meses. Enquanto no 4º trimestre o faturamento do setor foi de R$ 53,97 bilhões, um crescimento de 22% sobre o trimestre anterior. Comparando com o 4º trimestre de 2019, a queda foi de 1,8% apenas. Um alívio que veio devido à queda no número de casos naquele momento, assim como as novas medidas menos rigorosas. 

Em Pesquisa realizada com 340 redes franqueadas no final de 2020, apontou que 64% dessas marcas acreditava no crescimento em 2021, superior a 10%. Enquanto outros projetaram alta de 5%. Já a associação (ABF) fez uma projeção de 8% para o faturamento do setor em 2021. Porém, atualmente o momento é bastante parecido com cenário do ano passado, pois a situação começou a piorar e a segunda onda da doença é real. 

Portanto, não apenas para o setor de franquias, mas em diversos outros, é provável que março seja um mês negativo e prejudique o primeiro trimestre de 2021. Afinal, muitas cidades já estão com decretos de isolamento, e os locais que ainda estão funcionando também devem ser fechados. Mas as expectativas é que o 2º trimestre seja mais animador, principalmente devido a campanha de vacinação, que mesmo a passos lentos já está acontecendo.

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