Mulheres tem os melhores resultados nas organizações

Elas estão no topo! Veja como as mulheres têm conseguido liderar melhor durante a pandemia; além de apresentar boas soluções neste momento tão difícil.
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Fonte: Google

A líder do programa Delas da Deloitte, Ângela Castro, disse que a Deloitte, lançou em 2019 uma pesquisa “women in the boardroom”. Essa pesquisa faz a análise dos cargos de liderança em vários países. Assim, viu que a presença de mulheres nos conselhos representa apenas 16,9% no mundo; e no Brasil, cerca de 8,6% apenas. Segundo Ângela, isso ocorre devido alguns fatores como crenças do passado, modelos antigos de gestão e a falta de espaço para as mulheres. O mais difícil de entender nisso tudo, é que as mulheres têm bons resultados dentro das empresas.

No entanto, igualdade de gênero faz parte de lutas antigas e as mulheres ainda têm muitos desafios pela frente. Ainda mais, diante do cenário de pandemia, no qual as empresas passam momentos delicados e cada empresa tem uma maneira diferente de lidar com as dificuldades. Mas estudos mostram que as mulheres tem cumprido melhores papéis como líderes durante a crise.

Pesquisas sobre os bons resultados das mulheres

De acordo com pesquisa feita pela “Harvard Business Review”, que tem como foco promover reflexões no que diz respeito a práticas de gestão de negócio. A pesquisa mostrou que mulheres que estão em cargos de liderança foram mais eficientes durante a crise; causada pela COVID-19, que afetou muitas empresas. Assim, os resultados foram muito bons, além de incentivar ainda mais a participação dos colaboradores em suas funções.

Dessa forma, a gestão da liderança tornou-se ainda mais importante na tarefa de garantir satisfação e produtividade de todos dentro das empresas.

Em outro estudo chamado “Mulheres São Melhores Líderes a Crise”, feito por Joseph Folkman e Jack Zenger. Na qual, avaliou 820 pessoas, entre homens e mulheres, de março a junho de 2020, em que as mulheres tiveram classificação mais positiva. Isso em 13 competências gerais de lideranças (em um total de 19).

De acordo com as respostas de todos entrevistados, sobressaiu o público feminino devido ao uso das habilidades interpessoais. Também conhecidas como Soft Skills, ou seja, motivação, trabalho em equipe e colaboração! Segundo Halina Valdívia de Matos, professora do curso de Administração do Ibmec-SP; comenta que este resultado faz parte de um contexto histórico. No qual homens e mulheres têm papéis na sociedade pré-estabelecidos. 

Mulheres estimulam mais os funcionários

A professora ainda diz que devemos ter cuidado quando formos falar de lideranças femininas; para não possamos repetir imagens padrões de que as mulheres são mais intuitivas e sensíveis. Se trata de algo mais profundo, pois desde pequena a mulher é levada a praticar ações com relação à flexibilidade e comunicação. Assim, no ambiente de trabalho, essas aptidões se tornam diferenciais.

Além disso, Halina, que é especialista em consultoria de carreira, diz que durante anos, todos associavam um líder como uma pessoa com perfil detentor de todas as decisões.

Logo, os homens davam as ordens, sempre passando da máxima autoridade que se sustentava pela hierarquia de anos e anos. Mas para nossa alegria, podemos ver grande evolução deste modelo.

Ademais, nos dias de hoje, muitas empresas incluem os colaboradores em processos de decisões. Além de contribuir na resolução de vários problemas. Segundo Halina, não se deve ativar os funcionários a melhores performances através de punições, impondo o medo ou outros itens. Isso se faz com proximidade, dando suporte ao aprendizado de maneira contínua transmitindo confiança e muito mais.

Mulheres tem bons resultados em época de crise

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No processo de adaptação durante a pandemia, líderes femininas mostram mais preocupação; no que diz a respeito aos medos e incertezas dos funcionários. E assim as mulheres vão tendo melhores resultados.

Além disso, deram mais suporte, passaram confiança e apresentaram estratégias para o bem-estar dos colaboradores e das empresas. Enquanto os homens tiveram resultados melhores em áreas como conhecimentos técnicos/profissionais. Mas, nas estatísticas isso não representa grande diferença entre o background de ambos.

A diretora do ABP-W (Advanced Boardroom Program for Women) da Saint Paul Es. de negócios, Christiane Aché; informou que para ótima liderança é preciso, que o responsável possa escutar, ou seja, tenham escuta ativa, bem como, ter empatia e humildade. Segundo Aché, essas são características apresentadas por muitas mulheres. Além disso, ela diz que o público feminino tem skills socioemocionais. Por isso, consegue criar novas ferramentas e estratégias que melhoram os relacionamentos nas empresas.

Sendo assim, é muito importante que os gestores saibam como conectarem a outras pessoas, além de estabelecer confiança. Assim como, evitar ou diminuir os conflitos! Sem contar que um líder pode e deve, ouvir as ideias e pensamentos dos outros. Pois a partir das diferenças que surgem as inovações e melhores resultados.

Conclusão: Mulheres e os bons resultados

Diante desses estudos, fica claro entender a importância em ter mais mulheres nos grandes cargos nas organizações. Ainda mais pelo fato da mulher quase nunca ser reconhecida como o homem. Então, as empresas devem garantir participações das mulheres, em cargos de liderança, permitir a presença em tomada de decisões, e outros assuntos chaves. Afinal, isso faz parte do processo de empoderamento feminino que tem sido construído ao longo dos anos.

Além disso, este movimento é também a porta de entrada para mais diversidades, como social, de orientação sexual, geração e de raça. Por fim, mesmo com as tantas mudanças ao longo da história; o fato é que não existem no Brasil sub-representações femininas em cargos de alta liderança; o que pode ter ligação com as crenças sobre este assunto, além da discriminação e preconceito.

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