Influenciadores digitais na mira da CVM.

Atuação dos influenciadores digitais está em pauta, e medidas mais rigorosas deve ser tomadas segundo diretor da CVM.
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Fonte: CVM

Recentemente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou como devem proceder os influenciadores digitais na área de investimentos. Medidas mais duras deve ser adotadas e esse foi o primeiro passo.

De acordo com diretor Henrique Machado, pode ocorrer aberturas de processos administrativos sancionares. E dentro da CVM tem objetivo de reprimir infrações administrativas praticadas pelos participantes do mercado de capitais, como por exemplo, empresas, acionistas, ADMs e outros.

Além disso, pode acontecer de emitir Stop Order, isto é, a suspensão de determinada atividade, caso a CVM identifique alguma infração, e com possibilidade de multas diárias. A intenção do “Stop Order”, é prevenir situações fora da normalidade que for identificadas pela Autarquia.

O que muda na atuação dos influenciadores digitais.

Os influenciadores, tem se expandido em plataformas como, Instagram, Youtube e Twitter. Por isso, em novembro o regulador fez um alerta sobre a atuação de alguns desses profissionais.

A internet se tornou lugar onde pessoas desabafam, dão suas opiniões e defende pensamentos, ou seja, “terra de ninguém”, exemplo disso são os vídeos divulgados em vários canais, que acaba influenciando algumas pessoas que assistem.

As pessoas têm demonstrado interesse pelo mercado de ações, além disso o mundo vive diante da popularização das redes sociais. No entanto, será preciso mais atenção aos serviços oferecidos por esses profissionais que depende do registro no regulador.

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Regularização dos profissionais

Henrique Machado diz também que a maior preocupação apresentada, são com as pessoas que deseja recomendar ativos e estejam devidamente habilitadas. Isto é, que tenha realmente capacidade de dar esse tipo de orientação.

Machado afirmou ainda que, existe limite entre liberdade de imprensa, ou opiniões, com atividades profissionais, que são realizadas análise de valores mobiliários ou recomendação de forma direta.

O dever do regulador é fazer com que tais profissionais cumpra as atividades com capacidade técnica. Por isso, a emissão de “stop order” é a forma de multar e também informar ao mercado que determinada pessoa não está apta para dar orientações.

No entanto, existe muitos desafios para o regulador, e mesmo com crescimento do mercado, a estrutura da CVM foi reduzida com passar do tempo. Sendo assim, as pessoas precisam ter conhecimento das atividades que não foram regularizadas.

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Fonte de informações

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Investidores usam a opinião de  influenciadores digitais como referência para tomar decisões, como por exemplo, onde e como investir. E quase sempre esses profissionais informa que se “trata de opiniões pessoais e não recomendações sobre investimentos”.

Porém, a CVM ressalta que somente essas falas não são suficientes e isso não descaracteriza o serviço de analistas de valores mobiliários.

É uma infração administrativa,  pessoas que usam as redes sociais para divulgações sobre o mercado de ações. É criada condições falsas de demanda, preço e oferta de valores mobiliários, é uma alerta dos responsáveis técnicos da CVM.

O que caracteriza um profissional capacitado?

O superintendente de relações com investidores institucionais, Daniel Meada, “caráter profissional” é termo usado para pessoas que atuam com cunho. Tais pessoa precisa de credencial para exercer atividade de análise no mercado de ações. Além disso, outra característica pode ser, quando existe constância nas análises divulgadas.

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Mais exemplos:

Outras situações frequentes que demonstram “caráter profissional” em análise de valores imobiliários e que os influenciadores deveriam ser habilitados na CVM:

  • Habitualidade:

São vantagens, benefícios e até remunerações obtidas ao ofertar recomendações, por exemplo, cobrança de taxas de assinaturas ou adesões. Cobrança de mensalidades ou anuidades do público, além de receitas indiretas devido ao acesso de terceiros.

  • Linguagem

Mesmo que os influenciadores usem avisos de que estão “dando opiniões” e não se trata de recomendações de investimentos. A linguagem que deve ser utilizada é um item avaliado na verificação se o serviço prestado é de um profissional. No entanto, discursos apelativos ficam comprovados a tentativa de convencer, induzir ou influenciar os investidores.

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Alerta importante

Fonte: Google

Os responsáveis da área técnica da CVM, destacam que usar redes sociais para manifestação sobre valores mobiliários é uma infração, e está previsto na Instrução CVM 8, pessoas que insistirem serão responsabilizadas e estarão sujeitas a multas, advertências e todas as penas previstas no art. 11 da lei 6.385/79.

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Esse esclarecimento da CVM sobre os influenciadores digitais nas redes sociais é de extrema importância, para delimitar bem o que é um profissional ou analista, de uma pessoa que está simplesmente dando opiniões.

Autônomos da área

No entanto, nesse meio, existem também os autônomos, ou consultor que trabalha no atendimento do cliente final, onde possuem papel importante, no auxílio e decisão de vários investidores.

Agente autônomo geralmente presta serviço para alguma corretora de valores, já o consultor, não tem vínculo com nenhuma instituição financeira e geralmente possui atuação ampla nos casos de “conselhos” financeiros.

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Conclusão

Por fim, fica claro que através das redes sociais, o trabalho que pode ser feito é mais educacional ou informativo, ou seja, passar para o público que entende do assunto, mas nunca dar recomendações.

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