XP Investimentos; o novo projeto da corretora.

A XP Investimentos teve permissão da CVM e poderá disponibilizar aos seus clientes BDRs de Investment Company no mercado americano.
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Fonte: XP Investimentos

XP Investimentos, uma das maiores corretoras de valores do país lança se novo produto e promete deixar os investidores de queixo caído. Investir em grandes empresas como, Microsoft, Amazon, MC Donalds, Facebook, Apple e muitas outras, era muito complicado. No entanto, através dos BDRs os investidores com interesse em investir nessas ou em outras empresas internacionais, conseguem negociar na própria bolsa de valores (B3), sem a necessidade de abrir conta em corretora estrangeira para investir nessas ações.

Então, as BDRs (Brazilian Depositary Receipt) trata se de comprovantes ou certificado de depósitos que foram emitidos e negociados no Brasil, em ações de empresas de outros países. Logo, os interessados podem fazer investimentos em ações de companhias internacionais, isto é, que são listadas em alguma bolsa de valores internacional, como por exemplo Nasdaq nos Estados Unidos.

Existem dois tipos de BDRs, uma opção são as BDRs Patrocinadas, quando uma empresa de fora deseja que ações sejam negociadas no mercado brasileiro e permite a emissão dos BDRs através de alguma instituição financeira depositária no Brasil.

Logo, também existem BDRs Não Patrocinados, acontece quando uma instituição brasileira tem interesse em oferecer ações  internacionais no mercado, ou seja, essas empresas “compram” ações e passa oferecer sem a participação direta da empresa emissora.

Atualmente, no mercado brasileiro a maior parte dos BDRs são os Não Patrocinados, e de forma simples qualquer investidor pode fazer essas negociações, através do Home Broker da corretora que tiver conta. No entanto, esse tipo de investimento não é tão acessível, geralmente são indicados para aqueles chamados de investidores qualificados e que tenha pelo menos 1 milhão investido.

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Então, vamos ver os detalhes do projeto da XP que teve permissão da CVM para ofertar BDRs de uma empresa que será criada nos EUA.

Tudo sobre a XP Investimentos e os BDRs do mercado americano.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) autorizou que a corretora XP Investimentos possa oferecer depósitos de valores mobiliários, ou BDRs, no mercado brasileiro através de uma “investment company” chamada VBI-US nos Estados Unidos. A XP consultou o órgão regulador após constatar que em decisão anterior, em 2006, que não permitia essa possibilidade, e o argumento usado foi que a VBI-US será criada com objetivo de proporcionar aos brasileiros a chance de investir no setor imobiliário americano.

Além disso, a corretora informou que essa atuação será como empresas de setores chamados de REITs, sigla para Real Estate Investment Trusts, que na prática é parecido com os Flls no mercado brasileiro, ou seja, fundos imobiliários e seus títulos de dívidas, ações ou participações em várias companhias. A XP ainda informou que o novo projeto (investment company), nos Estados Unidos irá comportar de forma parecida com às companhias sediadas no Brasil.

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Sendo assim, o objetivo da XP é de registrar a VBI em Delaware (EUA), e listá-la em alguma bolsa americana, em seguida elaborar maneiras de criar lastros dos recebíveis nas ações da companhia, através dos BDRs. Mas toda essa preocupação não é infundada, em 2006 a CVM foi procurada por uma instituição para montar estrutura muito parecida, porém o pedido foi negado.

“Superfund”

Fonte: XP Investimentos

De acordo com informações de mercado, há 14 anos atrás a CVM negou um pedido parecido com este, foi em 2006 que o Superfund com a intenção de utilizar os BDRs para oferecer aos investidores nacionais, cotas de fundos de investimentos estrangeiros, fez também a consulta a CVM se existia a possibilidade de criar a estrutura, mas não foi possível. Um debate que girou em torno do conceito de companhia aberta ou assemelhada.

Logo, um dos motivos da CVM ter negado, foi a preocupação com os reflexos que essa permissão causaria no mercado brasileiro de capital, além disso a reguladora quis evitar que fosse criado alguma “arbitragem” que regulasse ou permitisse a desvantagem na competição de maneira desproporcional, no mercado de fundos com sede no Brasil. No entanto, devido a CVM ter alegado mais flexibilidade na regulação atual, esse cenário mudou.

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Devido a consulta que a XP realizou em outubro do ano passado, a CVM considerou as alterações da regulamentação e flexibilizaram os investimentos em BDRs, além disso, informou que  entende que a estrutura apresentada pela corretora se enquadra na instrução 332 da reguladora, visto que o novo projeto terá assimetrias equivalente às empresas abertas no Brasil.

Conclusão

O mercado de ações, está em constante mudança e não dá para avaliar quais serão os impactos no futuro mediante a decisão da CVM. Porém, o que sabemos é que o regulamento de BDR deve passar por alterações ainda em 2021, principalmente por que a reguladora reconhece há conformidade na estrutura de Investment company e os fundos brasileiros como mencionamos.

Enquanto isso, a XP continua mostrando a capacidade de inovação dentro do mercado de capital no país, mesmo diante da opinião de entendidos no assunto, de que esse novo projeto (abertura da Investment company e oferta de BDRs) não irá gerar valor para os investidores no curto prazo, mas inovações como essa demonstra a preocupação da corretora em sempre buscar o melhor para os clientes.

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